No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado na quarta-feira, 11, a 3M anunciou as vencedoras da 6ª edição do programa “25 Mulheres na Ciência”, e, das 25 premiadas, dez são brasileiras. Este ano, o tema central foi “Mulheres na Manufatura”, um setor historicamente dominado por homens.
Em um país onde 81% da população acredita que as mulheres têm um potencial inexplorado em carreiras de exatas (STEM), as mulheres ocupam cerca de 24,2% da força de trabalho industrial no Brasil, segundo dados do SENAI de 2025.
Por mais que ainda seja uma porcentagem longe da equidade, a evolução é nítida, com a presença feminina em cargos de liderança tendo saltado de 24% em 2008 para mais de 31% nos últimos anos.
Entre as brasileiras premiadas na 6ª edição do projeto, encontram-se soluções que vão desde a impressão 3D de medicamentos em hospitais (Júlia Leão) até o uso de inteligência artificial para gestão de projetos (Endria Carem Silva Lima).
A sustentabilidade também é o fio condutor de muitas pesquisas. “Fomentar a participação da mulher nesse campo fortalece a capacidade do setor de entregar melhorias contínuas – e este projeto foi projetado para reconhecer e apoiar”, destaca Ana Sbaglia, líder do Grupo de Liderança Feminina da 3M Brasil.
O Brasil em destaque
A diversidade geográfica das vencedoras brasileiras é um ponto alto desta edição. Há representantes de todas as regiões do país, do Amazonas ao Rio Grande do Sul. Entre as brasileiras premiadas estão:
Júlia Leão, da formula3D, com seu projeto de impressão 3D de medicamentos em ambiente hospitalar e Endria Carem Silva Lima, da Stec, líder da ClientConnect, uma solução de gestão de projetos totalmente impulsionada por IA.
Carolini Kaid, da iOZ Biotech, entrou pelo seu tratamento oncológico com o desenvolvimento de vírus terapêuticos para tumores cerebrais e Ana Carolina Migliorini Figueira, do CNPEM, trabalha com plataformas microfisiológicas, essenciais para testes laboratoriais mais precisos.
Já no setor agroindustrial, Vanessa Aparecida de Moraes Weber (Soluções de Precisão KEROW), utiliza visão computacional para o monitoramento de gado, e Ana Paula Zapelini de Melo, da Universidade da Califórnia (Davis), desenvolveu soluções de baixo custo focadas na fabricação de peixes.
O reaproveitamento do bagaço de malte é a base dos projetos de Ídila Maria da Silva Araújo (Embrapa), que criou uma ração granulada inovadora, e Gabriela Pereira Barros (Instituto de Tecnologia e Pesquisa Tiradentes), desenvolveu biofilmes nanocompósitos.
No setor de embalagens, Maria Izabel Magalhães Viana Fittipaldi, da Protect Mais Nanotecnologia, apresenta o Paper Protect, focado em soluções sustentáveis. E, por fim, Nathália Terra, da Visteon Amazonas, entrou por sua análise avançada de falhas em componentes (PCBA) utilizando metalografia e raios-X.