Mulheres ainda são minoria como investidoras-anjo, apesar de avanços

Pesquisa divulgada pelo Sebrae Startups e da Anjos do Brasil mostra que apenas 18,5% dos investidores dessa modalidade são mulheres

Envato
Estudo mapeia o perfil médio dos investidores-anjos no país Foto: Envato

A presença feminina entre investidores-anjo no Brasil ainda é pequena, mas começa a ganhar espaço. De acordo com a pesquisa elaborada pelo Observatório Sebrae Startups em parceria com a Anjos do Brasil, divulgada nesta quinta-feira (28) durante o Startup Summit, 81,5% dos investidores são homens, enquanto as mulheres representam 18,5%.

O levantamento, realizado entre junho e julho de 2025 com 315 participantes, mostra que 65,4% se identificam como investidores-anjo ativos, 26,6% como interessados e 7,9% como não investidores, traçando um panorama detalhado sobre perfis, motivações e desafios desse mercado.

Entre os investidores, a faixa etária predominante é de homens entre 41 e 50 anos (32,4%). A maioria já empreendeu anteriormente e utiliza essa experiência para apoiar novos negócios.

As áreas de interesse apontadas na pesquisa incluem principalmente tecnologia da informação (27,3%), seguida de gestão e consultoria (22,2%), capital e investimentos (17,1%), serviços profissionais (13,33%) e finanças (12,70%). Também aparecem o setor de  agronegócio (10,16%) e saúde e bem-estar (9,52%).

Quando questionados sobre suas motivações, 40,84% citaram retorno financeiro, 32,42% impacto e legado, e 26,74% mentoria e aprendizado. Em termos de perfil de investimento, 49% aplicam menos de R$250 mil em startups, enquanto 14,5% investem acima de R$1 milhão. Quanto à quantidade de startups, 59,3% mantêm até cinco negócios, e apenas 12,7% ultrapassam 20.

O levantamento também aponta que 75% dos investidores recebem oportunidades com frequência mensal ou superior. Mesmo assim, 59,5% relatam dificuldades para acessar bons empreendimentos. Entre os principais obstáculos estão incerteza econômica e risco elevado (67,32%), falta de incentivos fiscais (41,46%) e dificuldade em encontrar boas oportunidades (33,17%). Além disso, 92% afirmam ter dificuldade em localizar startups qualificadas.