A Fundação Bienal de São Paulo confirmou, na quarta-feira, 11, a reeleição de Andrea Pinheiro para a presidência da instituição. À frente de um novo biênio (2026-2027), a executiva foi a primeira mulher a liderar uma edição.
Sob seu comando, a 36ª Bienal de São Paulo encerrou com mais de 780 mil visitantes, um salto de 20% em relação à edição anterior, e um alcance educativo que cresceu 40%, impactando diretamente mais de 113 mil pessoas. A edição ocupou o Pavilhão do Ibirapuera e se estendeu por mais um mês do que o previsto, cobrindo as férias escolares.
Durante sua gestão, foi lançada a Bienal Prática, a primeira plataforma de mediação digital com inteligência artificial e recursos de acessibilidade, desenhada para que o público pudesse interagir de modo mais aprofundado com as obras.
O olhar para o futuro
Com mestrado em finanças pela NYU Stern e passagens por conselhos da Vivo e do MASP, ela foi sócia-fundadora do banco BR Partners e diretora do Banco BMC antes de assumir a diretoria da mostra. Para o novo mandato, Andrea mantém a mesma diretoria executiva.
“Nosso compromisso é aprofundar os movimentos iniciados neste primeiro mandato, fortalecendo a governança, ampliando o papel educativo da Bienal e consolidando sua atuação internacional, sempre entendendo a arte como um campo de diálogo e escuta”, afirmou a presidente em comunicado.
A estratégia para a próxima edição inclui o fortalecimento das parcerias com universidades e organizações sociais e projeta a participação brasileira na 61ª Bienal de Veneza, com curadoria de Diane Lima e obras de Adriana Varejão e Rosana Paulino.
A Fundação também liderou a recuperação e reestruturação do Pavilhão do Brasil em Veneza, edifício de 1964 projetado por Henrique Mindlin, em projeto que será entregue em abril deste ano.