Apenas 20% das profissionais se sentem plenamente valorizadas no mercado

Pesquisa da Catho mostra que, embora as mulheres ocupem cargos de chefia em 68% das empresas, o caminho para a equidade ainda está longe

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29% das mulheres afirmam que a liderança não demonstra nenhum compromisso com o tema de igualdade Foto: Freepik

Dados da nova edição da “Pesquisa Mulheres”, realizada pela plataforma de empregos Catho, mostra que, apesar de 68% das profissionais afirmarem que já existem mulheres em posições de liderança em suas empresas, esse aumento na representatividade ainda não se traduziu em um compromisso institucional real com a promoção de mais igualdade.

A pesquisa evidencia que a simples ocupação desses cargos por mulheres não garante, por si só, a implementação de políticas de equidade. Apenas 48% das entrevistadas acreditam que as lideranças de suas empresas estão, de fato, engajadas com esse compromisso.

Nesse caso, 29% das mulheres afirmam que a liderança não demonstra nenhum compromisso com o tema e 22% não conseguem identificar qualquer ação prática de engajamento no dia a dia corporativo.

Barreiras invisíveis e falta de valorização

O levantamento, que ouviu 478 mulheres de diversas regiões do país, constata que apenas uma em cada cinco mulheres (20%) afirma se sentir plenamente valorizada no mercado de trabalho. Além disso, o gênero ainda é visto como um obstáculo para 46% das respondentes, que declararam que o fato de serem mulheres já impactou negativamente suas trajetórias profissionais.

Segundo o estudo, apenas 17% das brasileiras acreditam que homens e mulheres possuem as mesmas chances de crescimento na carreira e 38% afirmam que essa igualdade de oportunidades é inexistente.

A pesquisa captou percepções tanto de quem está inserida quanto de quem está fora do mercado de trabalho atualmente. Entre as entrevistadas, 49% exercem atividade remunerada no momento, enquanto 51% não estavam trabalhando na época.