Atrizes brasileiras que conquistaram o mundo: de Carmen Miranda à Fernanda Torres

Conheça as trajetórias das estrelas que levaram o país para o cinema internacional, quebrando barreiras e abrindo caminho para novas gerações

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Fernanda Torres ganhou o Globo de Ouro e foi indicada ao Oscar por sua atuação em "Ainda Estou Aqui". Foto: RELLANDINI/ AFP

A presença brasileira em Hollywood não é um fenômeno recente. Por mais que estejamos vivendo o apogeu do audiovisual nacional, com a ascensão de produções como “Ainda Estou Aqui” e “O Agente Secreto”, a trajetória nacional no exterior começou muito antes, ainda nos anos 40, com Carmen Miranda. 

Nascida em Portugal, mas radicada no país desde os dez meses, a “Pequena Notável” foi a primeira latino-americana a ter seu nome na Calçada da Fama e, muito mais do que um ícone da moda e do cinema, tornou-se a mulher mais bem paga dos Estados Unidos. 

Estrela de produções como “Serenata Tropical” (1940), “Uma Noite no Rio” (1941) e o clássico “Entre a Loura e a Morena” (1943), ela imortalizou com seus números musicais a estética colorida e, muitas vezes estereotipada, do país em Hollywood.

A seguir, conheça outras atrizes que pavimentaram e representam a sétima arte fora do Brasil:

Sônia Braga

Se Carmen abriu as portas, Sônia Braga as derrubou e se consolidou na indústria internacional. Após paralisar o país em novelas como Gabriela (1975) e bater recordes de bilheteria com Dona Flor e Seus Dois Maridos (1977), Sônia levou sua força dramática para o exterior e, em 1985, protagonizou “O Beijo da Mulher Aranha”. 

Dirigido por Hector Babenco, o longa rendeu o Oscar de Melhor Ator a William Hurt e levou Sônia a ser a primeira brasileira a apresentar uma categoria na cerimônia da Academia. 

Radicada em Nova York desde 2003, ela construiu um currículo invejável ao lado de astros como Robert Redford (Rebelião em Milagro), Clint Eastwood (Rookie – Um Profissional do Perigo) e Richard Dreyfuss (Luar Sobre Parador), além de participações em séries como “Sex and the City” e “Lei E Ordem”.

A continuação do legado 

Alice Braga, sobrinha de Sônia, também trilhou caminho nos EUA desde sua estreia em Cidade de Deus (2002). Em Hollywood, Alice dividiu a tela com Will Smith em “Eu Sou a Lenda” e Anthony Hopkins em “O Ritual”. A paulistana também marcou presença em grandes franquias atuando em “Os Novos Mutantes”, como Cecília Reyes, e “O Esquadrão Suicida”, como Sol Soria. 

Nesse mesmo caminho Morena Baccarin, filha da atriz Vera Setta, também consolidou-se na TV, protagonizando papéis centrais nas séries “Homeland” e “Gotham’. Mais recentemente, ela conquistou o público ao interpretar Vanessa Carlyle, o par romântico de Ryan Reynolds na franquia Deadpool.

O brilho da nova geração

Estrela do longa brasileiro “O Agente Secreto”, Maria Fernanda Cândido marcou presença no universo de J.K. Rowling com o blockbuster “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore” (2022), no qual interpretou Vicência Santos. 

Seguindo esse rastro de sucesso, Bruna Marquezine também conseguiu se lançar para o mercado internacional com o filme “Besouro Azul” (2023). No filme, parte do universo da DC, a atriz interpretou Jenny Kord. 

As Fernandas

Não se pode falar de prestígio sem citar um dos momentos mais emblemáticos do cinema nacional com a indicação de Fernanda Montenegro ao Oscar de Melhor Atriz por “Central do Brasil” (1999). 

Feito que foi sucedido por sua filha, Fernanda Torres, no longa “Ainda Estou Aqui” (2024), pelo qual ganhou o Globo de Ouro de Melhor Atriz e também concorreu ao Oscar por sua interpretação como Eunice Paiva.

Raízes brasileiras pelo mundo

A herança brasileira também aparece em estrelas que o público nem imagina, como Jordana Brewster (Velozes & Furiosos). A atriz é filha de Maria João, ex-modelo brasileira,  e gravou no Rio de Janeiro o quinto filme da franquia. 

Camila Mendes (Riverdale) é outra com descendência brasileira e chegou a morar no país durante a infância, além de Mia Goth, que recentemente estrelou o novo longa de Guillermo Del Toro, “Frankenstein”, e mantém vivo o legado de sua avó, Maria Gladys.