Barbie homenageia Regina Sirvent, primeira pilota mexicana vencedora da Nascar México

Com o lançamento da boneca da pilota mexicana em 2026, relembre as brasileiras que quebraram barreiras e também foram homenageadas na série Mulheres Inspiradoras

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Desde 2015, o projeto busca combater o Dream Gap (a lacuna dos sonhos), apresentando referências femininas. Foto: Divulgação

O ano de 2026 começa com o pé no acelerador para a representatividade feminina. Em fevereiro, a Mattel anunciou a chegada de Regina Sirvent à coleção global Mulheres Inspiradoras (Barbie Role Models). A iniciativa homenageia mulheres reais que ocupam espaços historicamente dominados por homens, como o automobilismo.

Aos 21 anos, a pilota mexicana já é uma veterana, mas, ainda aos 17, fez história ao se tornar a primeira mulher a vencer uma etapa da Truck México Series, competição da Nascar. Sua boneca exclusiva, produzida com o macacão azul com detalhes em rosa, assim como o capacete, não será comercializada, servindo apenas como uma honraria.

Desde 2015, o projeto busca combater o Dream Gap (a lacuna dos sonhos), apresentando referências como a atriz norte-americana Viola Davis, a icônica pintora mexicana Frida Kahlo e a apresentadora japonesa Tetsuko Kuroyanagi. No entanto, o Brasil não fica atrás e ostenta um time de peso.

Confira, a seguir, as brasileiras homenageadas pelo projeto:

Rebeca Andrade

Crédito: Divulgação/ Mattel

A brasileira mais recente a entrar para a lista, Rebeca Andrade, foi homenageada em 2024 em meio às preparações para as Olimpíadas de Paris daquele mesmo ano e, em comemoração ao 65º aniversário da Barbie, a ginasta foi uma das oito atletas eleitas pela Mattel.

Maira Gomez (Cunhaporanga)

Crédito: Divulgação/ Mattel

Conhecida nas redes como Cunhaporanga, ela foi a primeira indígena brasileira a ser transformada em Barbie, em 2024. Integrante da etnia Tatuyo, no Amazonas, com mais de 7 milhões de seguidores, Maira utiliza a tecnologia para desmistificar a vida nas aldeias, compartilhando costumes, pinturas e a cosmologia de seu povo.

Jaqueline Goes

Crédito: Divulgação/ Mattel

Jaqueline Goes, biomédica e doutora em patologia humana, tornou-se reconhecida ao liderar a equipe que realizou o sequenciamento do genoma do coronavírus em apenas 48 horas após o primeiro caso na América Latina, um tempo recorde em relação aos outros países. 

Em 2020, ela foi uma das seis cientistas escolhidas pela Mattel para receberem a homenagem pela atuação no combate ao vírus. 

Maya Gabeira

Crédito: Divulgação/ Mattel

Embaixadora global da UNESCO pela conservação dos mares e recordista mundial, a surfista carioca Maya Gabeira, também foi homenageada pela empresa em comemoração aos 60 anos da Barbie, em 2019.

Na época, a atleta havia acabado de entrar no Guinness Book com o recorde de maior onda já surfada por uma mulher ( de 20,7 metros ), um recorde que ela mesma bateu em 2020, alcançando uma onda de impressionantes 22,4 metros.

Iza

Crédito: Divulgação

A cantora e compositora Iza foi homenageada em 2021, no Dia da Consciência Negra, por sua atuação na representatividade negra no país, reconhecida por sua trajetória na música e por utilizar sua plataforma para discutir racismo e autoestima.

“Sempre quis ter uma Barbie parecida comigo e não acredito que esse sonho está acontecendo. Fiquei muito feliz com essa homenagem, pois significa muito para mim. Eu precisava ter ouvido isso quando era mais nova: que tinha que ser exatamente do jeito que sou. Como uma menina negra, vivi muitas coisas, tive muito medo e achava que ser eu não era suficiente”, disse a cantora em publicação. na época. 

Doani Bertan

Crédito: Divulgação

No Dia Internacional da Mulher, em 2022, a professora da rede pública de São Paulo e finalista do Global Teacher Prize, Doani Bertan, foi homenageada por seu trabalho com o canal “Sala 8”, onde ensina disciplinas como matemática e geografia em Libras e Português simultaneamente.

Ana Paula Padrão

Crédito: Reprodução

A primeira brasileira a virar boneca, a jornalista Ana Paula Padrão inspirou, ainda em 2010, antes mesmo da consolidação do projeto Role Models, a “Barbie Âncora” produzida pela Mattel.

Na época, ela atuava em telejornais da Record após anos no Jornal da Globo, A boneca não foi comercializada e teve três peças produzidas: uma que ficou para Ana, outra leiloada e com a renda revertida para a ONG Make-a-wish Brasil e a última, ficou para o acervo da Mattel.