Bertha e Victória lideram a LUCIA, drink sem álcool feito com plantas brasileiras

Em entrevista, as empreendedoras falam sobre a criação da bebida e a construção do negócio

Bertha e Victória lideram a LUCIA, drink sem álcool feito com plantas brasileiras

Em um novo episódio do programa IstoÉ Mulher + Fructus Entrevista, Bertha Jucá e Victória Linhares falaram sobre a criação da LUCIA, marca de aperitivo não alcoólico desenvolvida para ocupar um espaço ainda pouco explorado no mercado brasileiro, o de bebidas com compostos naturais que agem como suplementos. À frente do negócio, as duas explicaram como a bebida surgiu a partir de hábitos pessoais, da relação de ambas com saúde e bem-estar e da percepção de que faltavam opções pensadas para o consumo social sem álcool.

Durante a conversa, Bertha contou que veio de Maceió para São Paulo para estudar moda, mas depois redirecionou sua trajetória para a nutrição e passou a atuar como consultora de saúde. Victória, por sua vez, relatou uma trajetória ligada ao design, à moda e ao empreendedorismo, com passagem por negócios do setor e mais tarde pelo trabalho como influenciadora digital. As duas se conheceram durante a pandemia, quando começaram a trocar experiências no campo da saúde, e a parceria evoluiu até a criação da marca.

Segundo elas, a ideia do produto não surgiu de um único momento de virada, mas de uma construção gradual. Bertha já consumia aperitivos não alcoólicos no exterior e tinha uma relação distante com a bebida alcoólica havia anos, especialmente depois de se dedicar mais intensamente à corrida. Victória também relatou uma relação equilibrada com o álcool e a vontade antiga de empreender em um produto que fizesse sentido dentro da rotina e do estilo de vida que as duas já compartilhavam.

A proposta era criar uma bebida que não fosse percebida como suco, chá ou água saborizada, mas como um aperitivo com corpo, presença e complexidade, voltado para ocasiões sociais. Por isso, o desenvolvimento do líquido partiu da busca por uma experiência sensorial mais próxima à de um drink tradicional, desde a forma de servir até a textura, o sabor e a permanência na boca. Entre os ingredientes mencionados por elas estão cupuaçu, baunilha, zimbro, valeriana, ginseng e pimentas, combinação pensada para construir essa identidade própria da bebida.

Bertha e Victória também destacaram que a marca foi concebida desde o início como uma experiência completa. Além do líquido, elas falaram sobre a importância do copo, do gelo, do limão e do ritual de consumo, sempre associado a encontros, jantares, happy hours e outros momentos de socialização. Nesse sentido, a empresa foi pensada para atender pessoas que querem participar desses contextos sem recorrer necessariamente ao álcool.

Outro ponto central da entrevista foi o crescimento acelerado da marca. As fundadoras disseram que o primeiro lote, inicialmente projetado para durar meses, esgotou rapidamente, e os seguintes tiveram saídas ainda mais velozes. Segundo elas, a velocidade das vendas trouxe desafios de estrutura, atendimento, logística e organização interna, além da frustração de muitos consumidores que não conseguiram comprar o produto.

Ao comentarem a repercussão da LUCIA, as duas associaram o desempenho da marca a uma combinação entre demanda reprimida, inovação de produto e construção cuidadosa de identidade. Também destacaram o trabalho próximo com a comunidade formada em torno da marca, com experiências presenciais e ações pensadas para reforçar esse universo de pertencimento, bem-estar e convivência. Confira o papo na íntegra: