Confira livros, filmes e álbuns femininos que marcaram o ano de 2025

Uma seleção de artistas nacionais e estrangeiras que estiveram nos holofotes, tanto do público quanto da crítica

Gabriela Schmidt / Divulgação
Marina Sena apresenta 13 músicas inéditas no terceiro álbum solo da cantora, ‘Coisas naturais’ Foto: Gabriela Schmidt / Divulgação

Em um ano marcado por diversos lançamentos, as mulheres seguem ampliando seu espaço, seja na literatura, no cinema ou na música. As obras lançadas em 2025 mostram narrativas íntimas, políticas e sensoriais, que atravessam temas como identidade, amor, ausência e pertencimento. 

A seguir, a IstoÉ Mulher traz uma curadoria de livros, filmes e álbuns lançados ao longo do ano por artistas que expandem o pensamento e a compreensão do que é ser mulher na sociedade.

Livros 

Memória de menina, de Annie Ernaux

Crédito: Divulgação/ Editora Fósforo

A vencedora do Nobel de Literatura retorna à escrita autobiográfica para revisitar a infância e os gestos que moldam as mulheres ao longo do crescimento. A autora relembra o verão de 1958, quando, aos 17 anos, viveu sua primeira experiência sexual em uma colônia de férias na Normandia. Escrito décadas depois, o livro investiga como esse episódio marcou sua formação em uma reflexão coletiva sobre classe e gênero.

Sem despedidas, de Han Kang

Crédito: Divulgação/ Todavia

O lançamento da autora sul-coreana acompanha uma escritora que viaja à ilha de Jeju e se depara com a história do massacre ocorrido entre 1948 e 1949. Entre memórias, documentos e sonhos, Han Kang aborda o impacto da violência histórica e a persistência do luto coletivo.

Meu nome é Emilia Del Valle, de Isabel Allende

Crédito: Divulgação/ Bertrand Brasil

Ambientado na guerra civil do Chile, o livro mescla ficção, memória e política, narrando a trajetória de Emília, uma jovem jornalista que enfrenta conflitos externos e internos quanto à identidade e às próprias origens.

Uma delicada coleção de ausências, de Aline Bei

Crédito: Divulgação/ Companhia das Letras

Com linguagem fragmentada e sensível, o terceiro livro de Aline Bei narra a transformação na rotina da avó e neta com a chegada da bisavó à casa onde vivem. O romance aborda relações entre gerações, trabalho de cuidado e as tensões silenciosas que atravessam a experiência feminina.

Filmes 

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, por Chloé Zhao

Crédito: Divulgação

Com lançamento marcado para janeiro no Brasil, a diretora, vencedora do Oscar com o filme “Nomadland”, revisita a história que antecede a tragédia de Shakespeare a partir de um olhar íntimo e feminino. O filme acompanha o impacto da perda e do luto na vida familiar, com uma abordagem sensível e contemplativa.

Amores Materialistas, por Celine Song

Crédito: Divulgação

Após o sucesso de seu filme anterior “Vidas Passadas”, a diretora retorna com uma reflexão sobre amor, escolhas e valores no mundo moderno. O romance investiga relacionamentos atravessados por ambição e desejo com o triângulo amoroso vivido por Dakota Johnson, Pedro Pascal e Chris Evans em uma narrativa íntima e instigante. 

Manas, por Rafaela Cabelo

Crédito: Divulgação/ Paris Fillmes

Vencedor do GdA Director’s Award, mostra paralela do Festival de Veneza, o filme brasileiro acompanha Marcielle, de 13 anos, que vive em uma comunidade ribeirinha na Ilha do Marajó e cresce idealizando a irmã mais velha que deixou a região em busca de uma vida melhor. À medida que amadurece, ela passa a perceber a violência e os abusos naturalizados ao seu redor. 

Músicas 

Lux, de Rosalía

Crédito: Noah Dillon

A artista espanhola segue experimentando sons e estéticas, combinando referências de música erudita, flamenca e pop. Com temática religiosa e cantada em 13 idiomas, o álbum vem sendo aclamado pela crítica e pelo público, e reafirma sua capacidade de reinvenção. 

“LUX” se tornou o disco mais reproduzido em um único dia por uma artista de língua espanhola no Spotify, ultrapassando a marca de 8 milhões de streams no Brasil.

Through the Wall, de Rochelle Jordan

Crédito: Divulgação

O novo trabalho da cantora anglo-canadense transita entre R&B, house e pop, com letras introspectivas que abordam temas como intimidade, proteção e desejo em um álbum atmosférico e envolvente. 

Coisas naturais, de Marina Sena

Crédito: Gabriela Schmidt / Divulgação

Com mais de 100 milhões de streaming no Spotify, Marina investe em uma sonoridade mais orgânica e afetiva, explorando temas ligados ao amor, ao cotidiano e à vulnerabilidade. O disco reúne diferentes influências e estilos da música brasileira no terceiro álbum da artista.

‘**Estagiária sob supervisão’ no final