Em um ano marcado por diversos lançamentos, as mulheres seguem ampliando seu espaço, seja na literatura, no cinema ou na música. As obras lançadas em 2025 mostram narrativas íntimas, políticas e sensoriais, que atravessam temas como identidade, amor, ausência e pertencimento.
A seguir, a IstoÉ Mulher traz uma curadoria de livros, filmes e álbuns lançados ao longo do ano por artistas que expandem o pensamento e a compreensão do que é ser mulher na sociedade.
Livros
Memória de menina, de Annie Ernaux

Crédito: Divulgação/ Editora Fósforo
A vencedora do Nobel de Literatura retorna à escrita autobiográfica para revisitar a infância e os gestos que moldam as mulheres ao longo do crescimento. A autora relembra o verão de 1958, quando, aos 17 anos, viveu sua primeira experiência sexual em uma colônia de férias na Normandia. Escrito décadas depois, o livro investiga como esse episódio marcou sua formação em uma reflexão coletiva sobre classe e gênero.
Sem despedidas, de Han Kang

Crédito: Divulgação/ Todavia
O lançamento da autora sul-coreana acompanha uma escritora que viaja à ilha de Jeju e se depara com a história do massacre ocorrido entre 1948 e 1949. Entre memórias, documentos e sonhos, Han Kang aborda o impacto da violência histórica e a persistência do luto coletivo.
Meu nome é Emilia Del Valle, de Isabel Allende

Crédito: Divulgação/ Bertrand Brasil
Ambientado na guerra civil do Chile, o livro mescla ficção, memória e política, narrando a trajetória de Emília, uma jovem jornalista que enfrenta conflitos externos e internos quanto à identidade e às próprias origens.
Uma delicada coleção de ausências, de Aline Bei

Crédito: Divulgação/ Companhia das Letras
Com linguagem fragmentada e sensível, o terceiro livro de Aline Bei narra a transformação na rotina da avó e neta com a chegada da bisavó à casa onde vivem. O romance aborda relações entre gerações, trabalho de cuidado e as tensões silenciosas que atravessam a experiência feminina.
Filmes
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, por Chloé Zhao

Crédito: Divulgação
Com lançamento marcado para janeiro no Brasil, a diretora, vencedora do Oscar com o filme “Nomadland”, revisita a história que antecede a tragédia de Shakespeare a partir de um olhar íntimo e feminino. O filme acompanha o impacto da perda e do luto na vida familiar, com uma abordagem sensível e contemplativa.
Amores Materialistas, por Celine Song

Crédito: Divulgação
Após o sucesso de seu filme anterior “Vidas Passadas”, a diretora retorna com uma reflexão sobre amor, escolhas e valores no mundo moderno. O romance investiga relacionamentos atravessados por ambição e desejo com o triângulo amoroso vivido por Dakota Johnson, Pedro Pascal e Chris Evans em uma narrativa íntima e instigante.
Manas, por Rafaela Cabelo

Crédito: Divulgação/ Paris Fillmes
Vencedor do GdA Director’s Award, mostra paralela do Festival de Veneza, o filme brasileiro acompanha Marcielle, de 13 anos, que vive em uma comunidade ribeirinha na Ilha do Marajó e cresce idealizando a irmã mais velha que deixou a região em busca de uma vida melhor. À medida que amadurece, ela passa a perceber a violência e os abusos naturalizados ao seu redor.
Músicas
Lux, de Rosalía

Crédito: Noah Dillon
A artista espanhola segue experimentando sons e estéticas, combinando referências de música erudita, flamenca e pop. Com temática religiosa e cantada em 13 idiomas, o álbum vem sendo aclamado pela crítica e pelo público, e reafirma sua capacidade de reinvenção.
“LUX” se tornou o disco mais reproduzido em um único dia por uma artista de língua espanhola no Spotify, ultrapassando a marca de 8 milhões de streams no Brasil.
Through the Wall, de Rochelle Jordan

Crédito: Divulgação
O novo trabalho da cantora anglo-canadense transita entre R&B, house e pop, com letras introspectivas que abordam temas como intimidade, proteção e desejo em um álbum atmosférico e envolvente.
Coisas naturais, de Marina Sena

Crédito: Gabriela Schmidt / Divulgação
Com mais de 100 milhões de streaming no Spotify, Marina investe em uma sonoridade mais orgânica e afetiva, explorando temas ligados ao amor, ao cotidiano e à vulnerabilidade. O disco reúne diferentes influências e estilos da música brasileira no terceiro álbum da artista.
‘**Estagiária sob supervisão’ no final