A cultura de “girlboss”, muito difundida nos anos 2010, está sendo substituída por um desejo de calmaria e segurança, segundo estudo recente da plataforma EduBirdie. Realizado com 2.000 mulheres da Geração Z (entre 18 e 29 anos), o levantamento mostra como as prioridades delas mudaram drasticamente nos últimos anos.
Para as entrevistadas, o sucesso não é mais definido por quantos degraus ou cargos elas alcançaram na carreira corporativa, mas pela capacidade de desfrutar de uma rotina mais calma.
Quase metade das entrevistadas (47%) apontou o estilo de vida de “esposa tradicional” (ou tradwife) como o modelo ideal, priorizando o casamento, a criação dos filhos e a vida doméstica. Essa escolha surge ao encontro do burnout, após assistirem às gerações anteriores, principalmente as “millennials” (mulheres entre 30 e 45 anos), se esgotarem na busca por “ter tudo”, segundo o estudo.
Para muitas delas, o homem assumir o papel de provedor não é uma questão de submissão, mas uma estratégia para alcançar uma vida mais tranquila. Isso não significa necessariamente abandonar suas ambições; muitas delas ainda mantêm projetos criativos ou pequenos negócios, mas sem a pressão de provar seu valor em ambientes corporativos.
O novo ideal de independência
Se a cultura “girlboss” dominou a década de 2010, hoje ela ocupa um segundo lugar, com 23% das entrevistadas dizendo estar mais focadas na carreira. No entanto, até esse perfil mudou.
Para elas, a prioridade principal é ter liberdade financeira e estabelecer limites para preservar a saúde mental. Segundo a pesquisa, o status agora é medido pela quantidade de vezes que você pode se dar ao luxo de não se esforçar ao máximo.
Porém, apenas 16% das mulheres almejam um estilo de vida nômade, focado em viagens e trabalho remoto, sendo visto por muitas delas como instável e solitário, com a falta de suporte emocional e segurança financeira a longo prazo. Além disso, elas vêem os conteúdos disseminados nas redes sociais em hotéis de luxo como uma vida pouco autêntica.
Por fim, a figura da “esposa troféu”, aquela que depende inteiramente da renda de seu parceiro, foi a opção menos votada, com apenas 14%. Nesse caso, por mais que as mulheres optem por uma vida tradicional ou menos focada na carreira, elas ainda desejam ter propósito, estrutura e independência fora dos relacionamentos.