A jornalista Andréia Coutinho Louback foi homenageada, na última quinta-feira, 5, com o Prêmio Franco-Alemão de Direitos Humanos e do Estado de Direito, por sua atuação em defesa da justiça climática. Diretora-executiva do CBJC (Centro Brasileiro de Justiça Climática), ela foi a única brasileira entre os 14 profissionais premiados nesta edição.
A cerimônia ocorreu na Embaixada da Alemanha, em Brasília, ao integrar a lista de laureados de 2025, Andréia passa a dividir o reconhecimento com nomes como Maria da Penha, homenageada em 2016, e Djamila Ribeiro, premiada em 2022.
Criado em 2016 pelos governos da França e da Alemanha, o prêmio tem como objetivo destacar pessoas que atuam na promoção e na defesa dos direitos humanos, da democracia e do Estado de Direito ao redor do mundo. Neste ano, a justiça climática foi eleita como eixo central da premiação.
Justiça climática em pauta
A edição de 2025 se destacou pelo protagonismo feminino: dez das 14 condecorações foram concedidas a mulheres. Durante a cerimônia, Andréia destacou o caráter coletivo das conquistas no campo dos direitos humanos. “Cada política pública conquistada, cada vida protegida, cada história que se recusa ao apagamento é prova dessa combinação coletiva pela sobrevivência — e mais do que isso, pela dignidade”, afirmou durante a cerimônia.
À frente da CBJC, a jornalista atua na relação entre justiça climática e justiça racial, defendendo a centralidade da população negra nas políticas ambientais e influenciando a formulação de políticas públicas antirracistas em níveis local, regional e nacional.
Formada em Jornalismo pela PUC-Rio e mestre em Relações Étnico-Raciais pelo CEFET/RJ, Andréia construiu sua trajetória voltada à produção de análises críticas sobre os impactos das mudanças climáticas em populações vulnerabilizadas.
Ao longo dos anos, ela também se destacou pela promoção de debates internacionais e pelo fortalecimento de uma nova geração de lideranças da sociedade civil, especialmente mulheres e jovens negros e afrodescendentes.
No último ano, a jornalista, além de promover diversas palestras, discursou na sede da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, onde representou o Brasil em discussões sobre justiça climática.