Em novo episódio do IstoÉ Mulher + Fructus Entrevista, Luiza Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza e uma das empresárias mais influentes do país, falou sobre sua trajetória no varejo brasileiro e a construção de uma liderança baseada em propósito. Ao longo da entrevista, ela revisita decisões de carreira, transformações do mercado e o papel das empresas em um cenário econômico e social em constante mudança.
Ao comentar o que a mantém em atividade após décadas à frente da companhia, Luiza destaca a importância de associar o trabalho a um propósito mais amplo. Para ela, a motivação está ligada à possibilidade de contribuir para o coletivo e atuar de forma ativa no desenvolvimento do país. “Eu nunca separei o propósito do lucro”, afirma, ao explicar como essa lógica orienta suas decisões ao longo da carreira.
A empresária também aborda o ambiente de negócios no Brasil, marcado por instabilidade, mas, ao mesmo tempo, por oportunidades. Segundo ela, a necessidade constante de adaptação e reinvenção faz parte da dinâmica do país e exige dos empreendedores uma postura ativa diante dos desafios.
Outro ponto central da conversa foi a presença feminina em cargos de liderança. Apesar de avanços recentes, Luiza ressalta que as mulheres ainda ocupam uma parcela reduzida das posições de comando e defende a ampliação dessa participação como parte de um processo estrutural. Para ela, a diversidade contribui diretamente para a qualidade das decisões dentro das empresas.
Ao falar sobre a cultura do Magazine Luiza, a empresária destaca a influência de sua visão de mundo na condução do negócio, especialmente na tentativa de equilibrar resultados financeiros com impacto social. Essa perspectiva, segundo ela, está ligada a uma compreensão histórica das desigualdades no Brasil e à responsabilidade compartilhada entre empresas e sociedade.
A transição de Luiza para a presidência do conselho também foi abordada como parte de um movimento planejado de mudança de ciclo. Ela afirma que busca antecipar essas transições como forma de manter a empresa em evolução contínua, evitando processos mais abruptos de adaptação.
Ao longo da entrevista, a empresária também comentou os impactos da transformação digital e da inteligência artificial no varejo, destacando a necessidade de adaptação constante por parte das empresas e dos profissionais. Para ela, o uso dessas ferramentas deve ir além da operação, contribuindo para decisões estratégicas e ganho de eficiência. Confira o papo completo: