A Meta anunciou a contratação de Dina Powell McCormick, ex-assessora de segurança nacional do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em seu primeiro mandato, como presidente do grupo. A executiva, que deixou o Conselho de Administração da empresa em dezembro, também assume como vice-presidente do Conselho.
Dina integrou o Conselho de Administração da Meta em abril de 2025, participando das discussões sobre o avanço da empresa no uso de inteligência artificial. Agora, ela passa a se reportar diretamente a Mark Zuckerberg e a atuar com foco em parcerias com governos, Estados soberanos e investidores globais.
“McCormick estará envolvida em todo o trabalho da Meta, com foco especial em parcerias com governos e Estados soberanos para construir, implementar, investir e financiar a inteligência artificial e a infraestrutura da Meta”, afirmou Mark Zuckerberg, em comunicado oficial.
A trajetória de Dina ajuda a explicar a escolha. Foram 16 anos no Goldman Sachs, onde chegou ao posto de sócia e liderou a área global de banca de investimento soberano, além de integrar o comitê de gestão do banco.
No período, esteve à frente de iniciativas de impacto econômico voltadas a mulheres e pequenos negócios. Mais recentemente, ocupava cargos de liderança na BDT & MSD Partners, empresa de investimentos da qual se desligou para assumir a nova função, permanecendo apenas em seu conselho consultivo.
Trajetória política
Esposa de Dave McCormick, senador republicano pela Pensilvânia, Dina atuou como vice-assessora de segurança nacional durante o primeiro mandato de Donald Trump. A executiva também foi conselheira sênior da Casa Branca, além de secretária-assistente de Estado no governo de George W. Bush.
A nomeação para a Meta foi celebrada publicamente por Trump, que a elogiou em uma publicação na Truth Social. “Ela é uma pessoa fantástica e extremamente talentosa, que serviu a administração Trump com força e distinção. É uma grande escolha do Mark Zuckerberg”, escreveu o presidente.
Internamente, a nomeação ocorre após uma série de decisões controversas. Poucos dias antes da posse de Trump, em janeiro de 2025, a Meta anunciou o encerramento de suas iniciativas de diversidade, equidade e inclusão, além da desativação de seu programa de checagem de fatos. As mudanças vieram após críticas públicas do presidente e de aliados, que acusaram a empresa de interferência nas eleições de 2020.