Levantamento recente da B3, divulgado em celebração ao mês da mulher, mostra que elas já ocupam um espaço significativo em ativos de menor risco e maior previsibilidade no país. No Tesouro Direto, por exemplo, a presença feminina atingiu a marca de 1,1 milhão de pessoas, o que equivale a 34% do total de investidores cadastrados no programa.
Nos últimos cinco anos, sua adesão aos títulos públicos federais aumentou 92,4% e hoje elas detêm R$ 69 bilhões do estoque total do Tesouro Direto na bolsa, avaliado em R$ 220 bilhões.
Quando a análise se amplia para o universo geral da renda fixa, que engloba produtos como CDBs, LCIs, LCAs e debêntures, a participação feminina é ainda maior. Elas somam 45,2 milhões de investidores, representando 43% dentre as 105,1 milhões do país.
Segundo o estudo, a maior concentração de investidoras de renda fixa está na faixa entre 25 e 39 anos (37%), seguida de perto pelo grupo de 40 a 54 anos (29%). O interesse também aparece entre as jovens de 10 a 24 anos, que já representam 15% desse público, o mesmo percentual registrado na faixa de 55 a 69 anos. Os 4% restantes ficam para as mulheres com 70 anos ou mais.
Segurança como porta de entrada
O Tesouro Direto continua sendo a principal porta de entrada para quem busca autonomia financeira, segundo o estudo. Criado pelo Tesouro Nacional em parceria com a B3, o programa democratizou o acesso aos títulos públicos, permitindo aplicações com valores baixos e garantia do governo federal.