Nesta quarta-feira, 25, foram anunciadas as cinco vencedoras do Prêmio Rolex, uma das honrarias mais significativas da ciência e conservação global, sendo parte da iniciativa Perpetual Planet em parceria com a National Geographic. Foram premiadas mulheres na linha de frente contra os desafios ambientais e humanos mais urgentes.
Naturais da Indonésia, Nigéria, Peru, China e Estados Unidos, conheça, a seguir, as premiadas da edição de 2026 e suas trajetórias na :
Binbin Li (China)

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Nas montanhas do centro da China, restam menos de 2.000 pandas-gigantes. O desafio de Binbin Li, entre as premiadas, é proteger as florestas de bambu enquanto lida com a pressão econômica da criação de gado.
A cientista ambiental atua diretamente com comunidades locais para implementar um pastoreio sustentável, provando que é possível conciliar a sobrevivência financeira regional com a preservação do habitat e de sua biodiversidade.
Farwiza Farhan (Indonésia)

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O ecossistema Leuser, na Indonésia, é o único santuário onde elefantes, tigres, orangotangos e rinocerontes ainda convivem. Sob constante ameaça do desmatamento, a conservacionista Farwiza Farhan atua diretamente na preservação da floresta.
Ela mobilizou comunidades e liderou campanhas contra a destruição desse espaço, garantindo que Sumatra continue sendo o refúgio selvagem mais biodiverso do mundo.
Pardis Sabeti (EUA)

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A geneticista médica Pardis Sabeti atua há décadas na linha de frente contra surtos na África Ocidental, utilizando algoritmos pioneiros para detectar vírus e conter ameaças antes que se tornem pandemias globais.
Além disso, ela promove autonomia, treinando parceiros locais para que as populações mais expostas tenham as ferramentas necessárias para se defenderem contra ameaças epidêmicas.
Rachel Ikemeh (Nigéria)

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Famosa por resgatar o macaco colobo-vermelho da extinção, Rachel Ikemeh atua no Delta do Níger, importante região da indústria petrolífera nigeriana. Seu modelo de conservação é liderado pela própria população local.
Através dele, Rachel já protegeu mais de 5.800 hectares de floresta e 13 espécies ameaçadas, além de transformar a subsistência de mais de 2.500 pessoas.
Rosa Vásquez Espinoza (Peru)

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A bióloga química Rosa Vásquez Espinoza foi a primeira a provar cientificamente a conexão direta entre o desmatamento da Amazônia e o declínio das abelhas sem ferrão. Essenciais para a segurança alimentar, essas abelhas agora possuem proteção legal no Peru graças ao trabalho de Rosa.
A premiação
As iniciativas são avaliadas por sua originalidade, impacto e habilidades de liderança dos candidatos. Os vencedores têm acompanhamento, suporte, orientação e acesso a uma rede global de especialistas.
Desde sua criação, em 1976, o prêmio já apoiou 165 vencedores, com impacto em mais de 67 países. Foram mais de 50 milhões de árvores plantadas, 137 espécies ameaçadas protegidas e 32 grandes ecossistemas preservados, incluindo 57.600 quilômetros quadrados da floresta amazônica.